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Fotografias da notável vila de Castelo de Vide

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Fotografias da notável vila de Castelo de Vide

Igreja da Misericórdia - Póvoa e Meadas, Castelo de Vide

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Igreja da Misericórdia - Póvoa e Meadas, Castelo de Vide

 

Esta igreja terá sido construída nos fins do séc. XVI ou início do séc. XVII.
 
A igreja da Misericórdia situa-se na povoação de Póvoa e Meadas, concelho de Castelo de Vide.
 
A igreja é constituída por três volumes: nave, capela-mor e sacristia.
 
A nave é rectangular, o tecto é trapezoidal em ripado de madeira assente sobre barrotes.
 
Na parede Norte abre-se a porta principal, encimada por um janelão rectangular, na do Sul abre-se o arco triunfal de granito de volta perfeita assente sobre capitéis que encimam as ombreiras. Ao lado esquerdo foi construído um púlpito, na parede Este está a porta de acesso à sacristia.
 
A capela-mor é quadrangular, o solo é sobre-elevado em relação ao da nave. Nas paredes Oeste e Este, rasga-se um janelão de volta perfeita para iluminação, na do lado Sul ergue-se a mesa do altar.
 
A fachada principal é orientada para Norte e termina em ângulo, encimada por uma cruz de pedra. Ao centro tem a porta principal a que se chega por um patamar de três degraus.
 
A face exterior das ombreiras e do dintel são decoradas com duas cruzes de Cristo, um hexalfa, dois pentalfas e quatro cruzes de Malta inscritas em círculos.
 
Encimando a porta rasga-se um janelão para iluminação da nave. À direita, no extremo Oeste do telhado, ergue-se uma pequena sineira com sino.
 

Alçado

alcado

 

in "http://www.cm-castelo-vide.pt"
 

Igreja de São Paulo - Ruínas, Castelo de Vide

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Igreja de São Paulo, Castelo de Vide

 

Categoria: Arquitectura religiosa

 

Tipologia: Igreja

 

Localização: Serra de São Paulo

 

Protecção Legal: Inexistente

 

Nota Histórica: A igreja de São Paulo - situada na ponta oeste da Serra de Castelo de Vide, no monte designado no século XII "rostrum de Melrica" - é hoje um edifício arruinado, a que com muita dificuldade se acede, devido à densa vegetação que o rodeia. Localiza-se sensivelmente no sítio onde, em 1509/1510, Duarte d'Armas desenhou uma das atalaias de Castelo de Vide. É possível que parte do templo (a capela-mor) tenha aproveitado na sua construção o que restaria da estrutura militar de vigia. Os restos observáveis parecem apontar nesse sentido.

 

Construída provavelmente na segunda metade do século XVI, a igreja tinha quatro compartimentos de pequena dimensão, reconhecíveis ainda hoje nas ruínas: nave única, capela-mor, sacristia e um outro espaço cuja funcionalidade desconhecemos, talvez a casa do ermitão.

 

Não existem quaisquer indícios que nos permitam vislumbrar como seria a fachada do templo, virada sensivelmente a nascente, ou a sua cobertura. A capela-mor é quadrangular e era coberta por uma cúpula hemisférica, de que ainda restam vestígios caiados.

 

Trata-se de uma capela filiável nas cubas mouriscas, de que existem numerosos exemplares por todo o sul de Portugal. Só no concelho de Castelo de Vide existem pelo menos mais dois, infelizmente também arruinados: as ermidas da Senhora das Virtudes (no Vale da Bexiga) e de São Silvestre (junto da estrada para a Póvoa), a que se pode ainda juntar a ousia de Nossa Senhora da Penha, embora seja circular. Perto, no concelho de Portalegre, temos ainda a capela lateral da Senhora da Alegria, na igreja de Carreiras, e as ruínas da pequenina igreja de São Tomé, no cimo do monte da Penha. Sem sabermos até que ponto são apenas emanações tardias da tradição moura ou vestígios antigos de espaços cultuais do islamismo fatimida, depois cristianizados, estas estruturas são de qualquer modo uma reminiscência histórica e arquitectónica das ermidas muçulmanas, relacionadas com cultos populares islamizados ou integráveis num islamismo muito heterodoxo, próximo do sufismo. Nas palavras de Artur Goulart de Melo Borges, são constituídas por "um corpo cúbico com uma cobertura cupular hemisférica, forrada exteriormente ou por simples reboco deixando ver a sua forma característica, ou por telhado de quatro águas escorrendo em curvatura ao jeito da cúpula" (Artur Goulart de Melo Borges, "As "kubbas" Alentejanas - Monumentos de origem ou influência muçulmana no distrito de Évora". Actas do Congresso sobre o Alentejo - Semeando Novos Rumos, vol I, Évora, 1985: 198). Simultaneamente oratórios e postos de vigia militar, neles vivia "um santo asceta" morabito ou marabuto "que aí recebia e orientava os fiéis e onde poderia vir a ser sepultado, continuando assim esse lugar a ser objecto de veneração. O termo morábito passou inclusivamente a significar também o próprio edifício" (Borges, 1985: 200). De acordo com este investigador, estas estruturas podem dividir-se em várias tipologias, dependendo da sua localização estratégica. A igreja de são Paulo de Castelo de Vide pertence à tipologia 1A, dado que tem uma situação estratégia em altitude pronunciada, permitindo abranger vasta panorâmica, associada ao isolamento. As outras tipologias são as seguintes: 1B, se a situação em altitude está ligada a uma localização na periferia dos povoados; 1C, se a altitude se junta a uma localização no interior das povoações; 2, se estão isoladas, mas sem altitude, associadas a estradas, rios ou atalaias; 3A, se não têm situação estratégica aparente e existem na periferia dos povoados; e 3B, se se localizam nos povoados, sem situação estratégica vislumbrável (cf. idem, ibidem: 200-201).

 

Não se sabe ao certo quando se deram o abandono e a ruína desta pequena igreja de Castelo de Vide (cujas ruínas necessitam de conservação e valorização). Cremos, no entanto, que terão ocorrido já em finais do século XVIII ou no século XIX, dado que em 1758 a ermida de São Paulo ainda era alvo de culto.

 

in "http://www.fontedavila.org"

 

Notas sobre a
IGREJA DE SÃO PAULO (Castelo de Vide)


A igreja de São Paulo – situada na ponta oeste da Serra de Castelo de Vide, no monte designado no século XII “rostrum de Melrica” – é hoje um edifício arruinado, a que com muita dificuldade se acede, devido à densa vegetação que o rodeia. Localiza-se sensivelmente no sítio onde, em 1509/1510, Duarte Darmas desenhou uma das atalaias de Castelo de Vide. É possível que parte do templo (a capela-mor) tenha aproveitado na sua construção o que restaria da estrutura militar de vigia. Os restos observáveis parecem apontar nesse sentido.
Construída provavelmente na segunda metade do século XVI, a igreja tinha quatro compartimentos de pequena dimensão, reconhecíveis ainda hoje nas ruínas: nave única, capela-mor, sacristia e um outro espaço cuja funcionalidade desconhecemos, talvez a casa do ermitão.
Não existem quaisquer indícios que nos permitam vislumbrar como seria a fachada do templo, virada sensivelmente a nascente, ou a sua cobertura. A capela-mor é quadrangular e era coberta por uma cúpula hemisférica, de que ainda restam vestígios caiados.
Trata-se de uma capela filiável nas cubas mouriscas, de que existem numerosos exemplares por todo o sul de Portugal. Só no concelho de Castelo de Vide existem pelo menos mais dois, infelizmente também arruinados: as ermidas da Senhora das Virtudes (no Vale da Bexiga) e de São Silvestre (junto da estrada para a Póvoa), a que se pode ainda juntar a ousia de Nossa Senhora da Penha, embora seja circular. Perto, no concelho de Portalegre, temos ainda a capela lateral da Senhora da Alegria, na igreja de Carreiras, e as ruínas da pequenina igreja de São Tomé, no cimo do monte da Penha. Sem sabermos até que ponto são apenas emanações tardias da tradição moura ou vestígios antigos de espaços cultuais do islamismo fatimida, depois cristianizados, estas estruturas são de qualquer modo uma reminiscência histórica e arquitectónica das ermidas muçulmanas, relacionadas com cultos populares islamizados ou integráveis num islamismo muito heterodoxo, próximo do sufismo. Nas palavras de Artur Goulart de Melo Borges, são constituídas por “um corpo cúbico com uma cobertura cupular hemisférica, forrada exteriormente ou por simples reboco deixando ver a sua forma característica, ou por telhado de quatro águas escorrendo em curvatura ao jeito da cúpula” (Borges, 1985: 198). Simultaneamente oratórios e postos de vigia militar, neles vivia “um santo asceta – morabito ou marabuto – que aí recebia e orientava os fiéis e onde poderia vir a ser sepultado, continuando assim esse lugar a ser objecto de veneração. O termo morábito passou inclusivamente a significar também o próprio edifício” (Borges, 1985: 200). De acordo com este investigador, estas estruturas podem dividir-se em várias tipologias, dependendo da sua localização estratégica. A igreja de são Paulo de Castelo de Vide pertence à tipologia 1A, dado que tem uma situação estratégia em altitude pronunciada, permitindo abranger vasta panorâmica, associada ao isolamento. As outras tipologias são as seguintes: 1B, se a situação em altitude está ligada a uma localização na periferia dos povoados; 1C, se a altitude se junta a uma localização no interior das povoações; 2, se estão isoladas, mas sem altitude, associadas a estradas, rios ou atalaias; 3A, se não têm situação estratégica aparente e existem na periferia dos povoados; e 3B, se se localizam nos povoados, sem situação estratégica vislumbrável (cf. Borges, 1985: 200-201).
Não se sabe ao certo quando se deram o abandono e a ruína desta pequena igreja de Castelo de Vide (cujas ruínas necessitam de conservação e valorização). Cremos, no entanto, que terão ocorrido já em finais do século XVIII ou no século XIX, dado que em 1758 a ermida de São Paulo ainda era alvo de culto.

Bibliografia consultada:
Borges, Artur Goulart de Melo (1985) – “As ‘kubbas’ alentejanas – Monumentos de origem ou influência muçulmana no Distrito de Évora”. Actas do Congresso sobre o Alentejo – Semeando novos rumos, primeiro volume, Évora, Outubro: 198 – 202.
Cid, Pedro (2005) – As Fortificações Medievais de Castelo de Vide. Lisboa, IPPAR.
Trindade, Diamantino Sanches (1989) – Castelo de Vide – Arquitectura Religiosa, vol. 1. (2ª edição), Lisboa, Câmara Municipal de Castelo de Vide.

 
in "http://nortealentejano.blogspot.pt"
 

Igreja de S. José, Castelo de Vide

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Igreja de S. José, Castelo de Vide

 

Esta igreja foi construída no início de séc. XVII. Conforme descrição em lajes sepulcral.
CO
G. MENDZ E ANA GO
MES A MANDARAM FAZ
ER COM ESTA IGREJA
E COM AS MAIS CASAS
1620 ANOS
 
A igreja de S. José fica situada na rua do mesmo nome, dentro de aglomerado populacional, na encosta Sul da elevação onde se ergue a vila de Castelo de Vide.
 
A igreja é formada por um só volume. O espaço interno distribui-se pela nave, capela-mor e sacristia.
 
A nave é rectangular, o tecto é em abóbada de volta perfeita que arranca de uma cornija que corre ao longo das paredes. Encostado à parede Sul há um púlpito de pedra.
 
A capela-mor é em abside e tem ao centro um nicho com as imagens da Sagrada Família, ladeado por colunas. O tecto é em abóbada de ¼ de esfera.
 
A porta de entrada é rectangular e voltada a Este, ladeada por uma janela gradeada, é encimada por uma empena triangular simples com cornija. No cimo há uma cruz de ferro cujos braços terminam em flor de liz. Do ângulo inferior do lado esquerdo da empena arranca um pequeno nicho que teria tido a imagem de S. José, encimado por um óculo circular. No alto da fachada, há a cruz de Malta em alto-relevo.
 
Todo o solo interno é pavimento com tijolos.
 

Alçado

alcado

 

in "http://www.cm-castelo-vide.pt"
 

Igreja de Nossa Senhora do Carmo, Castelo de Vide

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Igreja de Nossa Senhora do Carmo, Castelo de Vide

 

A igreja de Nossa Senhora do Carmo fica situada num lugar denominado de Senhora do Carmo, na margem direita da Ribeira da Vide, a 1300m para Nordeste de Castelo de Vide, no alto de uma pequena colina.
 
O seu conjunto é formado por três volumes; galilé, nave/capela-mor, sacristia/casas de habitação.
 
Na galilé o pavimento está a um nível inferior ao da rua. Na parede para Norte abre-se a porta de acesso à nave e duas frestas de iluminação gradeadas, para Sul rasga-se a entrada composta por dois arcos de volta perfeita separados por uma coluna de granito de grão fino, tipo dórica. Ambos os arcos apoiam-se em capitéis. A cobertura é em abóbada de berço que sai de uma cornija corrida.
 
Na nave existe um púlpito elevado de granito decorado nas três faces. Na mesma parede quase à entrada há uma pia de água benta.
 
A capela-mor é rectangular, o tecto em abóbada de berço e está pintada de azul. Na parede Norte está o altar com nichos, o central contém a Senhora do Carmo.
 
Um anexo encostado à igreja é a casa de habitação do ermitão. 

 

Alçado 

alcado

 

in "http://www.cm-castelo-vide.pt"
 

Igreja do Calvário, Castelo de Vide

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Igreja do Calvário, Castelo de Vide

 

Não foi possível avaliar ao certo a data da construção desta igreja. No entanto sabe-se que existia antes de 1650 como se vê no Auto de Castelo de Vide, ambos desta data, em que se assinala como estando fora das fortificações.
 
A igreja do Calvário está situada na vila de Castelo de Vide, na Ladeira de S. Roque.
 
Esta igreja é composta por seis volumes: capela-mor, adro sobre-elevado, sacristia, compartimento anexo, capela dos Passos e altar.
 
A capela-mor é quadrada, o tecto é em cúpula semiesférica assente sobre pendentes, na parede Noroeste abre-se a porta de acesso à sacristia, na do lado Sudeste abre-se o arco de volta perfeita de acesso ao altar sobre-elevado em relação ao pavimento da capela-mor.
 
O altar é em abóbada de berço que sai de uma cornija simples.
 
A capela dos Passos é formada por uma pequeno altar interior para depositar a imagem de Cristo Crucificado. A porta é monumental, de arco de volta perfeita formada por cantarias de granito e coroada por frontão redondo sobre qual se eleva uma cruz de pedra ladeada por dois pináculos em granito em forma de pirâmide quadrangular. Por trás da cruz ergue-se um pequeno campanário sem sino.
 

Alçado

alcado

 

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Igreja de São Salvador do Mundo, Castelo de Vide

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Igreja de São Salvador do Mundo, Castelo de Vide

 

Esta é a igreja de que se tem conhecimento ser a mais antiga de Castelo de Vide. A sua primeira edificação data dos finais do séc. XIII.
 
A igreja de São Salvador do Mundo fica situada junto à Estrada de Circunvalação, virada ao Norte de Castelo de Vide.
 
Esta igreja é constituída por quatro volumes: nave, capela-mor, altar-mor e sacristia.
 
A nave é rectangular, o tecto é a duas águas de tijolo rectangular assente sobre barrotes de madeira. Na parede Oeste abre-se a porta principal, na parede Sul abre-se uma porta de acesso exterior.
 
A capela-mor é rectangular, na parede Norte abre-se uma porta de acesso à sacristia, na do lado Oeste assenta o arco triunfal de acesso à nave, na parede Sul rasga-se uma fresta para iluminação e na do lado Este ergue-se o altar-mor.
 
O tecto é em abóbada semiesférica assente sobre quatro nervuras de secção trapezoidal, com a cruz de Malta no fecho. As nervuras arrancam de quatro mísulas de granito.
 
Todas as paredes e o tecto são cobertas de azulejos datado do ano de 1695.
 
O alçado principal voltado a Oeste termina em ângulo, em cujo vértice superior tem uma cruz de pedra cujos braços terminam em flor de liz. Ao centro abre-se a porta principal composta por duas arquivoltas de volta perfeita, de aresta viva, que arranca de duas impostas decoradas com a cruz visigótica em alto-relevo. De cada lado rasgam-se duas frestas, gradeadas, formadas por cantarias de granito.
 
No alçado Sul abre-se uma porta de acesso à nave. A porta é ogival, em cujo fecho está esculpida a face humana.
 
Alçado

alcado

 
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Igreja de São Roque, Castelo de Vide

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Igreja de São Roque, Castelo de Vide

 

A igreja de São Roque, construída no séc. XV, teria sido reconstruída ou reparada no séc. XVIII.

A Igreja situa-se dentro do Forte de São Roque, num dos extremos da vila da Castelo de Vide.

O seu conjunto é constituído por quatro volumes: galilé, nave, capela-mor e construção anexa.

A galilé é rectangular e formada por três arcos de volta perfeita: dois voltados a Sul e um a Oeste da igreja. O pavimento está elevado em relação ao exterior.

A nave é rectangular, o tecto é em abóbada de berço que arranca de uma cornija. Na parede Oeste há um púlpito poligonal em granito trabalhado a que se tem acesso pelo compartimento anexo. Na parede Norte abre-se o arco triunfal em ogiva apoiado sobre meias colunas quadrangulares. De cada lado do arco há um nicho decorado com colunas pintadas enquadrando imagens.

A capela-mor tem forma quadrangular, na parede Norte existem três nichos com imagens: de S. Roque, de S. João e outra de S. Sebastião. Todo o altar é revestido de madeira e com colunas.

Tanto na nave como na capela-mor e na sacristia existem ainda vestígios de pinturas.

A fachada principal voltada a Sul é encimada por um frontão triangular simples em cujo vértice se ergue a sineira com sino.

A porta principal é rectangular em madeira com cantarias de granito, ladeada por duas frestas gradeadas e do lado direito há uma pia para água benta. Todo o pavimento da igreja é em tijolo o da galilé é empedrado.
 

Alçado

alcado

 

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Igreja de São Pedro, Castelo de Vide

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Igreja de São Pedro, Castelo de Vide

 

A sua estrutura é composta por um conjunto de dois volumes: nave/capela-mor e sacristia/casa de habitação.
 
A nave é rectangular, o tecto é constituído por barrote de madeira que se apoiam na viga-mestra central e nas paredes laterais. Sobre os barrotes assenta um ripado de madeira. Encostado à parede Sul há um púlpito de pedra, na Norte há uma pia de água benta em granito.
 
A capela-mor é rectangular, o tecto tem secção trapezoidal. O arco que separa a capela-mor da nave é de volta perfeita e arranca de dois capitéis simples. Na parede Norte abre-se um vão de acesso à sacristia, na do Sul rasga-se uma fresta para iluminação, na do lado Oeste está o altar, no centro do qual está a imagem de São Pedro em madeira, pintada, ladeada por decoração barroca.
 
A fachada principal, triangular simples, do lado esquerdo da empena arranca um pequeno campanário com sino. No vértice superior existe uma cruz de pedra. A porta é de madeira, do lado direito há uma pequena casa de habitação.
 
O solo é pavimentado com tijolos.
 

Alçado

alcado

 

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Igreja de São João Baptista, Castelo de Vide

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Igreja de São João Baptista, Castelo de Vide

 

Esta igreja foi construída no séc. XIV, sem dúvida nenhuma, é esta uma das igrejas mais antigas de Castelo de Vide.
 
Sede de uma das freguesias da vila, sabe-se dela que pertenceu à Ordem de Malta e era Comenda das Freiras da mesma ordem de Estremoz que passam por ter sido as fundadoras da Igreja.
 
A Igreja de S. João está situada entre Largo C. Salgueiro Maia e o Largo João José Le Cocq.
 
È constituída por quatro volumes: nave, capela-mor, sacristia e torre sineira.
 
A nave é rectangular, o tecto é de madeira, de forma trapezoidal. A entrada principal comunica com a nave e faz-se por uma porta que está a um nível superior à plataforma exterior que se ergue a cerca de 5 m acima do nível da rua. A porta é formada por ombreiras e dintel rectos. Lateralmente enquadram-se duas pilastras que terminam em capitel sobre o qual assenta um álamo de que arranca em frontão interrompido. Acima do dintel duplo decorado rasga-se um janelão de arco abaulado, coroado por um frontão, cujo vértice superior é encimado por decoração em ramagens estilizadas, sobrepujadas por um óculo.
 
A capela-mor é rectangular e a cobertura é em abóbada de berço que arranca de uma pequena cornija.
 
O pavimento, a meio é sobre-elevado na altura de três degraus, na parede Este abre-se uma porta de acesso à torre sineira e na parede Oeste abre-se a porta de acesso à sacristia. Para Norte ergue-se o altar-mor.
 

Alçado

alcado

 

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DOIS DOCUMENTOS PARA A HISTÓRIA DE CASTELO DE VIDE divulgados pelo Cónego Bonifácio Bernardo
Igreja de S. João (Baptista) de Castelo de Vide: (19.06.1514)


Em Abril de 1999, encontrei uma folha solta entre os documentos do Cabido da Sé de Portalegre, do tempo de D. Pedro Vaz Gavião, e que a seguir transcrevo, por linha, ressalvando eventuais deficiências de leitura, dada a dificuldade da grafia (Incluo pontuação por mim):

1 “Joham rroiz, prior de sam martynho, vjg(air)o em a comarqa

2 daquem tejo, do bj(s)pado da gu(ar)da, por ho mujto rr(everen)do em Xr(ist)o

3 padre s(enh)or dom p(edr)o, p(or) merce de d(eo)s e da santa egreja

4 de rroma b(is)po b(is)po da mesma, prjor de santa Cruz,

5 do conselho del rrej nosso s(e)n(h)or e seu capellão mor:

6 A q(ua)ntos esta mjnha carta de vjsjtaçam for mostrada

7 saude em Jehsus Xr(ist)o nosso s(e)n(h)or: Faço saber que, vjsjtan-

8 do eu a egreja de sam joham da vjlla de castello da-

9 vjde, em p(e)soa do capellam e dallgu(n)s fregueses

10 esto he o que mandej fazer na dita egreja por serviço de d(eo)s

11 e bem e honra da dita egreja: achej que ho prjor

12 nom pos a casa como lhe foy mandado p(or) o b(is)po. Man-

13 do que a ponha ate fim de Jan(ei)ro, sob pena de

14 500 r(ei)s p(ar)a a se (= Sé) e vjg(air)o e o ey por condenado nas penas. E

15 mando aos fregueses que façam da ponta da

16 escada de d(iog)o a(fons)o da parte de baixo hum fecho

17 q(ue) chegue aos degraos emtulhado e abaixo llogo

18 out(r)o e out(r)o arryba da porta do emtulho com call-

19 çada; q(ue) fique com o tavollejro ate ffim deste t(erm)o

20 sob pena de 5.000 rr(ei)s p(ar)a se e vjg(air)o; mando aos fre-

21 gueses q(ue) façam as portas da travesa do norte

22 ate natall sob pena de 3 mil rr(ei)s p(ar)a a se e vjg(air)o. Mando

23 aos ditos fregueses q(ue) acabem de allegear

24 a egreja ate natall sob pena de 2 mil rr(ei)s p(ar)a o vjg(air)o.

25 Mando ao capellam que pubrjq(u)e esta carta

26 aos fregueses a oferta e ponha esta carta

27 em caderno com as houtras sob pena de

28 escumunhão e guarde e cu(m)pra as constituições

29 do s(enh)or bispo dante em a villa de cas-

30 tello davide, sob o meu synall e sello

31 do dito s(enh)or q(ue) ante my(m) anda. XIX

32 dias de junho fernam rroiz escrivam

33 a fez de mjll e qujnhentos e quatorze

34 annos. ff. yoham

35 rroiz “
No verso, consta, à esquerda do selo assinado: “sam jº” . Por cima do mesmo selo: “pg ao sello XXX r(ei)s”; e por baixo do mesmo: “ao escrivam XXIIII r(ei)s


Comentário pessoal:


1. Julgo tratar-se do acabamento da igreja de S. João Baptista de Castelo de Vide; pelos seguintes indícios: 1º a menção dos fechos, pelo menos três; a colocação das portas na travessa norte; a calçada; a colocação do tabuleiro da igreja até Janeiro de 1515; acabem de lajear a igreja; o entulho. Se assim for, então esta igreja é construída logo no início do século XVI (1514).

2. Quem visita? O vigário, i. é. o arcipreste de (?), João Rodrigues.

3. Quem redige a acta durante a visita: Fernando Rodrigues.

4. Em que data: 19 de Junho de 1514.

5. D. Pedro. Trata-se de D. Pedro Vaz Gavião, sucessor de D. Álvaro de Chaves, no bispado da Guarda. Era capelão–mor de D. Manuel I, que o nomeara para aquele cargo, nos finais de 1496. Alexandre VI confirma a sua nomeação no início de 1497. Tomou posse do bispado em 14 de Maio de 1497. Celebrou sínodo na Guarda, pois que em 12 de Maio de 1500 encontrava-se nesta cidade, durante o qual foram aprovadas as suas segundas constituições, depois impressas, sendo já bispo da Guarda D. Jorge de Melo. Em 1507 foi nomeado por D. Manuel I Prior de Santa Cruz de Coimbra, sendo confirmado pelo Papa Júlio II. Incrementou as obras da Sé da Guarda, no que gastou enormes quantias. Mandou realizar obras no dito mosteiro de santa Cruz: túmulos de D. Afonso Henriques e de D. Sancho I, na capela mor. Morreu neste mosteiro em 13 de Agosto de 1516. A maior parte do tempo residiu na corte e no mosteiro onde faleceu.

 

Do maço 10, nº 1, folhas 27-28, arquivo do Cabido PTG, transcrevo:

 

“Posse de hum Benefficio de santa Maria da devêza de Castelo de Vide

 

Auto da posse que foi dada ao padre / Pedro allvares do benefficio da igreja / de samta Maria da devesa da villa de / Castello davide que ficou por falle- / cimento do padre andre pires que delle / foi ulltimo posuidor /

Ano do nacimemto de nosso Senhor Jesus / Xpo de mill e quinhemtos e oitemta / e sete annos aos vimte e hum dias do mês / de Agosto em há villa de Castello / davide demtro na igreja de samta Maria da / devessa em a capella mor da dita igreja / estamdo presemtes os padres frey dioguo dias / vigairo da igreja de São João da dita villa e / vigairo da vara e manoell llopes e o Licenciado / João nogueiro benefficiado na dita igreja / e antonjo llopes que serve na dita igreja / o benefficio de João roiz e martim Vaz / e outros muitos padres de missa e andre allvares / meirinho do ecclesiastico na dita villa / e estamdo todos asi jumtos peramte elles pare- / ci eu notairo imfra nomeado e o reverendo padre / pedro allvares secretario do muito illustre / senhor bispo deste bispado e lloguo por / elle dito padre pedro allvares foi dito a mjm / notairo e aos ditos padres que ho muito illustre / senhor dom Amador araiz bispo deste / bispado lhe fizera ora mercê de o afaser (?) //

 

Fª 27v
de o assemtar e comfirmar no benefficio / que ficou ora por fallecimemto do padre andre / pires furtado benefficiado que foi na dita igreja / de samta Maria por o dito benefficio ser de sua / apresemtação e comfirmação como comsta- / ria da carta de comfirmação e apresemtação / e collação que lloguo ahi apresemtou que / me requeria a mjm notairo que comforme / a ella lhe desse a posse do dito benefficio na / dita igreja que ---apo (?) fiquara do dito andre pires / que delle foi ulltimo posuidor e lloguo / eu notairo tomej em minhas mãos a dita car- / ta de comfirmação e apresemtação do dito senhor / bispo e em allta voz a llj aos ditos padres / abaixo asinados e elles diserão que não tinhão / duvjda de lhe ser dada a dita posse a quall / posse lhe eu dej pella manejra seguimte / § ho llevej ao alltar mor e lhe vesti hua / sobrepellis e lhe metj na mão callices / e missais e chaves da dita igreja e sobio / ao choro e se semtou em hua cadeira / e lleo em hu brevjario e cerou as portas / da dita igreja e abrjo e paseou pella / dita igreja pacifficamemte e tomou / em suas mãos terra e pedra e pao da / dita igreja que lhe eu notairo emtreguej / e por fazerem os padres da igreja hu / officio de defumtos elle dito padre //

 

Fª 28
pedro allvares se assemtou com elles a camtar / ho dito officio de defumtos e dise hua / llição de defumtos camtada e llevou / parte da offerta que se offereceo no dito / officio e por esta maneira eu notairo lhe dej / a dita posse do dito benefficio reall e au- / tuall e ficou comtinnuando a posse / do dito benefficio e esto todo sem comttra- / dição de pessoa allgua e hos ditos / padres muito comtemtes e allegres lhe / derão todos o por o bem e diserão que erão / comtemtes de com elle dito padre servirem / e lhe darem toda a parte que lhe couber / comforme a seu benefficio e com todo / lhe dej e o ouve por dada a dita posse / da sobredita maneira e todos asinarão / os atrás nomeados como testemunhas manoell sea / sea notairo apostollico o fiz e / me pedio estromento de posse e eu lho / dej.

 

frey Dioguo Dias
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Igreja de Santo Amaro, Castelo de Vide

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Igreja de Santo Amaro, Castelo de Vide

 

A ermida construiu-se nuns terrenos dos arrabaldes que desciam até à Fonte da Vila, no séc. XIV, hoje rua de Santo Amaro. Mais tarde passou para o domínio da Misericórdia de Castelo de Vide, a quem a Câmara, em 1534, concedeu o terreno maninho que existia à sua volta, para ali construir as casas para tratamento de enfermos necessitados. A data de 1777 que está inscrita na porta principal da igreja deve assinalar o ano em que a ermida sofreu largas e importantes obras que a tornaram na igreja anexa ao hospital da Misericórdia.

 
A actual igreja de Santo Amaro é uma verdadeira jóia única da pureza do barroco no Alto Alentejo.
 
Tudo neste templo é dignidade equilibrada cheia de grandeza. Todos os ornatos se integram neste todo. Muito proporcionada no seu conjunto: nave, altar-mor e sacristia é um dos mais bonitos templos de Castelo de Vide. Possui ainda no altar-mor preciosas imagens.
 

Alçado

alcado

 

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